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23/09/2026

Observar a participação dos alunos, ouvir os professores e orientar o trabalho desenvolvido nas quadras fazem parte das visitas técnicas do Instituto Compartilhar. Em setembro, esse acompanhamento chegou ao Núcleo Conceição - Diadema/SP e a 16 núcleos do Paraná, com foco na qualidade do ensino e das atividades do projeto Vôlei em Rede.

Os encontros permitem acompanhar a aplicação da Metodologia Compartilhar de Iniciação ao Voleibol, esclarecer dúvidas e construir alternativas para as necessidades de cada local. Esse apoio contribui para que as aulas favoreçam tanto a aprendizagem esportiva quanto a vivência dos valores de cooperação, responsabilidade, respeito e autonomia.

Em Diadema, atenção às aulas e ao desenvolvimento dos alunos

No dia 3 de setembro, o coordenador pedagógico Alexandro Martins visitou o Núcleo Conceição - Diadema/SP, onde acompanhou as categorias Mini 2x2, Mini 4x4 e parte da aula de Vôlei. A programação também incluiu conversas com profissionais envolvidos nas atividades e com a coordenação da Secretaria de Esportes do município.

Nas quadras, Alexandro observou a aplicação da metodologia nas aulas conduzidas pela professora Jaqueline, com o apoio da estagiária Bruna. A professora relatou avanços na aprendizagem da turma de Mini 4x4, relacionando essa evolução à metodologia e ao empenho dos alunos.

“É sempre muito gratificante acompanhar as aulas do projeto aqui em Diadema. Em cada pessoa, em cada procedimento verificamos o carinho e o comprometimento do município”, afirma o coordenador pedagógico Alexandro Martins. Ele destaca a participação das crianças, a qualidade das aulas e o envolvimento das famílias e da equipe local como sinais de que os objetivos do projeto estão sendo cumpridos.

Para quem participa das aulas, a presença da coordenação também tem significado. Laís Barbosa da Silva, de 14 anos, aluna da categoria Vôlei, contou que acompanha as visitas desde que ingressou no projeto, há três anos. “Acho importante essas visitas pois eles podem acompanhar as aulas e nos ajudar, e ver como o projeto está funcionando aqui. Eu acho isso muito legal.”

O relato das famílias ajuda a compreender como as experiências nas quadras repercutem em outros espaços. Fabiana Barbosa de Sousa Neves, mãe de Liz Neves Ferreira, de 10 anos, Mini 2x2, contou que a filha passou a se comunicar com mais facilidade e a participar de atividades coletivas em casa e na escola. Segundo ela, a convivência no projeto contribuiu para que Liz, antes mais tímida, ampliasse suas relações e se tornasse uma incentivadora da participação de outras crianças.

A formação de quem ensina também apareceu nos depoimentos. Mariana Lima, ex-estagiária do núcleo, destacou o aprendizado proporcionado pelo contato com o Minivôlei e o suporte recebido da equipe. “A metodologia aplicada pelo Instituto Compartilhar, que oferece uma base estruturada aos professores, permite que as crianças desenvolvam autonomia e alegria.”

No Paraná, formação continuada e preparação para os festivais

Entre os dias 14 e 23 de setembro, o coordenador Claudio Fontanelli percorreu 16 núcleos paranaenses. O roteiro contemplou Campo Largo, Cascavel, Cianorte, Francisco Beltrão, Guarapuava, Guaratuba, Londrina, Maringá, Paranaguá, Pato Branco, Pitanga, Ponta Grossa, Ribeirão do Pinhal, Telêmaco Borba, Toledo e Ventania.

Além de acompanhar as atividades, as visitas abriram espaço para ouvir os professores, esclarecer questões sobre metodologia e planejamento e colaborar com a organização dos próximos festivais. Conhecer as características das turmas e as condições de cada local permitiu direcionar as orientações à realidade dos núcleos.

“Estar nos núcleos nos permite observar como os alunos participam das aulas e ouvir os professores sobre os desafios do dia a dia. Essa proximidade ajuda a orientar a aplicação da metodologia de acordo com as necessidades de cada turma. O apoio continua entre uma visita e outra, com a troca de ideias e atividades que contribuem para o planejamento dos professores e a aprendizagem dos alunos”, destaca o coordenador Claudio Fontanelli.

O professor Dorival “Juca” Sesso Júnior, do Núcleo Cascavel/PR, ressaltou a contribuição dessa troca para o trabalho cotidiano. “Esse contato presencial nos ajudou a encontrar alternativas mais adequadas à realidade do núcleo e trouxe maior segurança para a condução do projeto.”

O acompanhamento teve continuidade pelo grupo de mensagens dos professores, com o compartilhamento semanal de exemplos de atividades que poderiam ser adaptadas às aulas e aos eventos. Para Juca, esse suporte amplia as possibilidades de planejamento e de abordagem dos valores e das temáticas propostas pelo projeto.

Durante o roteiro, também foram entregues medalhas destinadas aos Festivais ODS 16, voltados ao tema Paz, Justiça e Instituições Eficazes. Alguns núcleos receberam novas redes de voleibol, conforme as necessidades apresentadas pelos professores.

Acima, confira algumas das visitas técnicas aos núcleos do Paraná.

Acima, confira a visita técnica ao Núcleo Conceição - Diadema/SP.

São parceiros do projeto Vôlei em Rede no Paraná: Governo do Estado do Paraná – Secretaria de Educação e Secretaria de Esporte, Volvo, Klabin, Colégio Positivo, Instituto Stone, Rumo & Instituto Rumo, Cimento Itambé, S&C Electric Brasil, Arotubi, Sysmex, Unimed Paraná, Alfama e Unimed Laboratório, via Lei Federal de Incentivo ao Esporte do Ministério do Esporte.

São parceiros do projeto Vôlei em Rede em Diadema: Prefeitura de Diadema, Rumo, Instituto Rumo, Seguros Unimed, Volvo Lapônia e Instituto Stone via Lei Federal de Incentivo ao Esporte do Ministério do Esporte, além da equipe Vôlei Renata e Azul Linhas Aéreas.