Festival ODS 16 une Minivôlei e aprendizado sobre convivência, em Curitiba
19/09/2026
Entre partidas e brincadeiras, os alunos do Núcleo Central - Curitiba/PR do projeto Vôlei em Rede, do Instituto Compartilhar, descobriram como a paz e a justiça fazem parte de situações do dia a dia. O Festival ODS aconteceu no sábado, 19 de setembro, no ginásio do Campus da Paraná Esporte, sede do núcleo. Pela manhã, participaram as turmas Mini 2x2 e Mini 3x3. À tarde, foi a vez do Mini 4x4.
A programação abordou o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16 (ODS 16), dedicado à Paz, Justiça e Instituições Eficazes, com exemplos próximos das crianças e dos adolescentes. Resolver desentendimentos pelo diálogo, cumprir regras e garantir que todos tenham a oportunidade de jogar foram alguns dos temas trabalhados.
Jogos com os colegas e as famílias
Na manhã de atividades, os participantes do Mini 2x2 e do Mini 3x3, com idades entre 9 e 12 anos, foram organizados em grupos identificados por cores. Ao longo das partidas, puderam jogar com colegas de outros grupos, e a programação também abriu espaço para a participação dos familiares em quadra.
No período da tarde, os alunos do Mini 4x4 colocaram em prática os fundamentos aprendidos nas aulas e exercitaram o trabalho em equipe. “Eu gostei muito. Minha equipe é boa”, contou André Bernardo Graciano Braz, de 13 anos, que também destacou as brincadeiras.
“Participar do Festival ODS 16 foi uma experiência muito especial porque conseguimos trabalhar conteúdos importantes de uma forma que fez sentido para os alunos”, relata a professora Alessandra Folmann. “Durante as atividades, foi interessante perceber como eles começaram a relacionar situações do jogo com situações do cotidiano: respeitar uma regra, saber ouvir o colega, dividir os espaços, incluir quem está ao nosso lado e buscar o diálogo quando aparece algum conflito.”
“Como professora, também foi muito legal observar a participação e o envolvimento deles. Nas oficinas e nos desafios, eles se divertiram, se ajudaram e, ao mesmo tempo, foram estimulados a pensar. Nas partidas, vimos na prática a importância do trabalho em equipe e do respeito. Acho que esse é o grande diferencial de um festival como esse: a criança sai do ginásio levando não apenas a lembrança de ter jogado voleibol, mas também alguma coisa que pode aplicar na sua convivência com os colegas, com a família e na sociedade”, completa.
Perguntas e desafios para aprender brincando
Nos dois períodos, a oficina Saque Rápido combinou perguntas sobre o ODS 16 com provas de habilidade. Para responder, era preciso pegar a bola primeiro. As questões convidavam os alunos a pensar sobre a imparcialidade de quem apita uma partida, a inclusão dos colegas e as maneiras de resolver conflitos.
Já nos desafios, a concentração e a coordenação entraram em ação. Entre as tarefas estavam fazer uma bolinha quicar na mesa e cair em um copo, acertar um cesto preso às costas e conduzir uma haste por um labirinto sem tocar nas laterais. Pela manhã, houve ainda a busca pela chave capaz de abrir um cadeado, uma brincadeira que exigia atenção e paciência.
Para Daniela Souza, mãe de Ana Laura Escudeiro, de 11 anos, do Mini 3x3, a participação no projeto reúne diversão, evolução técnica e desenvolvimento pessoal. Ela destaca que os alunos aprendem a lidar com dificuldades e avalia: “O projeto é muito satisfatório e o festival não deixa nada a desejar”.
“Para nós, do projeto Vôlei em Rede, realizar um Festival ODS 16 é muito mais do que organizar um dia de jogos”, afirma Josmar Coelho, coordenador pedagógico do Instituto Compartilhar. “É criar oportunidades para que nossos alunos percebam que aquilo que aprendemos dentro da quadra também faz parte da vida. Quando falamos de respeito às regras, diálogo, justiça, inclusão e respeito ao próximo, estamos trabalhando valores que precisam estar presentes tanto no esporte quanto nas relações do dia a dia.”
“O que mais me marcou neste festival foi ver as crianças aprendendo e refletindo sobre esses temas de uma maneira leve, divertida e muito próxima da realidade delas. Nas brincadeiras, nos desafios, nas partidas e até na participação das famílias, conseguimos transformar conceitos que muitas vezes parecem distantes em experiências concretas. É gratificante perceber que, enquanto ensinamos voleibol, também estamos contribuindo para formar crianças e adolescentes mais conscientes, responsáveis e preparados para conviver com as diferenças. Para mim, esse é um dos grandes sentidos do nosso trabalho no Vôlei em Rede”, conclui.



São parceiros do projeto Vôlei em Rede no Paraná: Governo do Estado do Paraná – Secretaria de Educação e Secretaria de Esporte, Volvo, Klabin, Colégio Positivo, Instituto Stone, Rumo & Instituto Rumo, Cimento Itambé, S&C Electric Brasil, Arotubi, Sysmex, Unimed Paraná, Alfama e Unimed Laboratório, via Lei Federal de Incentivo ao Esporte do Ministério do Esporte.




