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23/09/2026

O trabalho de formação continuada de professores desenvolvido pelo Instituto Compartilhar com a rede municipal de ensino do Rio de Janeiro teve sequência no dia 23 de setembro, com a segunda etapa da Clínica de Minivôlei, ministrada pelo analista de projetos do Instituto Compartilhar, Gabriel Jungles. O encontro ocorreu na Escola Municipal Francisco Campos, sede do Núcleo Grajaú - Rio/RJ do projeto Vôlei em Rede, e deu continuidade ao aprendizado dos educadores sobre o esporte como ferramenta educativa.

A formação ocorreu em dois turnos, com a parte teórica pela manhã e a prática à tarde. Depois de conhecerem os princípios gerais da Metodologia Compartilhar de Iniciação ao Voleibol na primeira etapa, os participantes puderam aprofundar sua aplicação. Desta vez, vivenciaram a montagem de dinâmicas da categoria Mini 3x3, com maior complexidade e atenção aos aspectos táticos, mantendo o foco em despertar o interesse dos estudantes e a vontade de participar das próximas aulas.

“Os professores participaram ativamente tanto do momento teórico quanto das atividades práticas. Esse engajamento é importante para que compreendam a metodologia e consigam relacionar o que vivenciaram na formação com as possibilidades de ensino em suas escolas. Em especial nesta clínica, pudemos aprofundar mais os conhecimentos e ampliar a capacidade de atuação dos professores com os princípios da metodologia. Isso também potencializa a troca de experiências e a disseminação do nosso trabalho”, destaca Gabriel Jungles.

Para o gerente executivo do Instituto Compartilhar, Luiz Fernando Nascimento, o Nando, essa progressão permite ampliar os conhecimentos sem perder de vista a experiência das crianças. “Foi interessante ver um pouco mais de complexidade nos processos, mas seguindo os mesmos princípios de fazer as crianças gostarem das aulas e quererem voltar na aula seguinte”, explica.

Aprendizado que tem continuidade na escola

A formação busca oferecer recursos para que os educadores utilizem o Minivôlei em diferentes espaços de aprendizagem. Segundo Maxwel Bastos, da Gerência de Projetos Pedagógicos Extracurriculares da Prefeitura do Rio de Janeiro (RJ), o aprofundamento permite aplicar a proposta tanto na parte diversificada do currículo quanto nas aulas de educação física. “Nossa intenção é qualificar cada vez mais os nossos professores e potencializar a aprendizagem dos estudantes da rede municipal”, afirma.

Nesse processo, a troca entre profissionais que já trabalham com a metodologia e aqueles que estão conhecendo a proposta também contribui para a formação. A professora Patrícia Monteiro, do Núcleo Ramos - Rio/RJ do projeto Vôlei em Rede, participou do encontro para compartilhar sua experiência com os colegas. “Estou aqui para passar meu conhecimento e um pouco do projeto, que faz os alunos pensarem de uma forma diferente sobre esse esporte”, conta.

Da vivência dos professores à participação dos alunos

Ao combinar teoria e prática, a segunda etapa permitiu que os participantes experimentassem propostas que poderão levar para suas turmas nas aulas de educação física ou nas atividades de contraturno. A organização dos jogos e as estratégias de engajamento foram trabalhadas com o objetivo de ajudar os educadores a manter os estudantes interessados enquanto avançam na aprendizagem.

Para a professora Márcia Cassaro, Polo de Educação pelo Trabalho (PET) Presidente Médici, da 8ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), essa relação com o cotidiano escolar marcou a experiência. “Pudemos aprender tanto na teoria quanto na prática. Vou levar muito aprendizado para as minhas aulas”, relata.

Com a continuidade da formação, o Instituto Compartilhar busca ampliar os recursos dos professores para ensinar o voleibol e estimular a participação das crianças e dos adolescentes.

São parceiros dos núcleos Rio de Janeiro/RJ do projeto Vôlei em Rede: Prefeitura do Rio de Janeiro (por meio da Secretaria Municipal de Educação), Instituto Stone, SH e Absoluto Partners, via Lei Federal de Incentivo ao Esporte do Ministério do Esporte.